domingo, 28 de abril de 2013

Livro: A Ditadura da Beleza // Autor: Augusto Cury


Augusto Cury retrata nesta obra o cotidiano de mulheres que sofrem caladas as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza.
Apoiando-se em sua vasta experiência como psiquiatra e pesquisador da Psicologia, Cury dá um grito de alerta contra essa forma de opressão que vem deixando mulheres, adolescentes e até crianças tristes, frustradas e doentes.
Influenciadas pela mídia e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, milhares de mulheres mutilam sua autoestima – e, muitas vezes, seus corpos – em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais às modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas.
Ao tratar de um tema tão atual, este livro faz com que o leitor se identifique imediatamente com os personagens e sua luta por uma vida mais plena, em que cada pessoa se sinta livre para ser o que é, sem se envergonhar de sua aparência e sem se comparar a ninguém. Cury nos leva a compreender que a beleza está nos olhos de quem vê e que devemos ter um romance com nossa própria história, pois cada ser humano é único no palco da existência.

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Nós mulheres sofremos com uma ditadura sem perceber, a ditadura da beleza, consideramos normal.
Buscamos atingir uma beleza, que na verdade é inatingível.
Basta questionar uma mulher, "Você se acha bonita?", ela pode até dizer que sim, mas vai dizer que seria "mais" bonita, se perdessem alguns kilos, se o cabelo fosse liso, se o nariz fosse menor, se a bunda  e o peito fossem maiores... Dificilmente ela vai dizer que é bonita e ponto final, sempre terá algo para "arrumar".
Acredito que querer ficar mais bonita é natural, colocar uma roupa diferente, usar maquiagem; mas a partir do momento que a pessoa sofre, perde horas na frente do espelho, se vê feia, passa a restringir coisas (comida, roupa, lugares)... e na pior das hipóteses, a infligir dor; isso é antinatural.
O livro retrata principalmente a mulher, mas isso ocorre com os homens também.
Destruímos a nossa auto estima, em busca de algo que não existe: beleza padrão.
Todos possuem beleza, que é diferente da dos demais, por que é uma beleza única, própria... Ninguém é igual ao outro, por que a beleza tem que ser igual?

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